As melhores canções de hip hop em espanhol de 2018

Essas foram nossas 60 músicas favoritas no hip hop latino-americano este ano.

  • Continuamos com a segunda parcela do nosso relato do hip hop em espanhol em 2018, depois de uma lista, como todas elas, incompleta e arbitrária, com 25 discos que consideramos essenciais para compreender estes doze meses, em termos de erre a pe. Agora colocamos, também em ordem alfabética de artista, uma lista com 60 músicas que tínhamos em alta rotação, que de alguma forma completam o panorama traçado na lista de álbuns.

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    Os critérios são semelhantes, canções que contribuam algo para o hip hop em espanhol, que tenham qualidade e proposta, que tenham feito parte de um diálogo público, que contribuam para a narrativa local ou regional do hip hop, que são testamentos vivos do nosso tempo e de quem os faz.



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    Com sua entonação nasal característica, o argentino faz rap desafiadoramente, desafiando-os a se igualarem a ele, se puderem. A cor é sombria, e o tom é o que ele se dá ao trabalho de lembrar do que é capaz. Uma canção rap em forma e conteúdo: pura competição. –– Santiago Cembrano



    Adán Cruz - 'Chances no ar'
    (México)

    Um dos rappers mais talentosos que o México produziu, o majestoso Adán Cruz, viveu cerca de seis, sete vidas nos últimos cinco anos. Este último é sobre faixas de rap pop de alto vôo e é uma das grandes sagas da arte urbana em espanhol. –– Feli Davalos

    Aerophon - salva-vidas com Juan Pablo Vega
    (Colômbia)

    Este lado mais doce do já veterano grupo de Bogotá apresenta-os rimando sobre o amor. Com notas de guitarra que dão cores às baladas, Ruzto e Frank sincera e profundamente apresentam o amor como uma tábua de salvação que melhora as pessoas e torna a vida muito mais suportável. –– Santiago Cembrano



    Aerstame - LatinoAmericans com Norick, Apache e Aczino
    (Chile / Peru / Venezuela / México)

    Talvez agora como em nenhum outro momento da história, a América Latina parece estar unificada de várias maneiras, incluindo o hip hop, que nos une através da linguagem de Tijuana a Ushuaia. Latinoamericanos é uma celebração ao amor único na voz de importantes representantes das escolas do Chile, Peru, Venezuela e México. –– Juan Carlos Rios

    Alcolirykoz - 'O típico'
    (Colômbia)

    Aguardiente, voando de uma colina, ruas fechadas e sancocho. É dezembro em Medellín, e quem melhor para o descrever do que os de Aranjuez. Em uma amostra de Rodolfo Aicardi, Gambeta e Kaztro nos convidam para uma de suas festas onde balas se confundem com pólvora. –– Santiago Cembrano

    Alemão - 'Quem mais' com Dor de Dente de Galo
    (México)

    Os Saiyans da Baja Sur voltaram a se encontrar na pista que fecha a primeira parte do Eclipse , escalando em uma base plana para pintar sua linha com todos os outros competidores na arena. Querer competir é correr atrás do vento, focar no futuro, o passado e o presente são nossos. Outro golpe de Winteam direto para a rua. –– Juan Carlos Rios



    Arquero - Chill (produzido por Vício Martínez)
    (Uruguai)

    Um míssil g-funk do rapper uruguaio, mas educado no rap em Sevilha, que começa descrevendo Deus de joelhos vomitando o fígado. Mas o coro, como o nome indica, é comemorativo: Arquero tem tudo o que queria, como licor e música, e é tranquilo. –– Santiago Cembrano

    Ayax y Prok - maiô e chinelos (prod. Jrliske)
    (Espanha)

    Com os olhos postos nas férias em Ibiza, o granadino descreve de forma dinâmica e sonora um marroquino que vende drogas na praça, um italiano que as usa; a velocidade da música sobrepõe imagens, como Ajax cantando Bella Ciao ou o sistema que incita ao ódio. –– Santiago Cembrano

    Bejo - 'Xarope' com Akapellah (produzido por Nico Miseria)
    (Espanha / Venezuela)

    A chuleria em um barco é um conceito que deveria ser patenteado. Se a tecnologia tem alguma utilidade, é para unir visões, como é o caso deste maravilhoso encontro de mentes. Dois dos rappers mais carismáticos da Espanha, em união de forças. Desliza como xarope de pão. –– Feli Davalos

    Chuchú Bermudas - 'Tropcial Haze' com DDA (Oldtape prod.)
    (Venezuela)

    Uma cadência perfeita nos versos que se derrete como mel no mais venenoso botão californiano; assim, o lisérgico venezuelano transplantou para o Chile, Chuchú Bermudas, em outro hino rap latino lofi callejero para espreitar os cantos. Chuchú e Oldtape repetiram a fórmula de ' TIRRO 98 & apos; 'mas com DDA. Boas vagens. –– Feli Davalos

    Crudo Means Raw - No Copio (prod. Crudo Means Raw & The Colombians)
    (Colômbia)

    Por trás da demonstração pegajosa e minimalista, está um manifesto do MC de Medellín sobre como enfrentar a vida nos tempos difíceis e nos velhos tempos: agradecer, relembrar quem saiu e enfrentar os problemas. O objetivo: encontrar paz de espírito em seus próprios termos. - Santiago Cembrano

    Crypy, Eptos Uno e Toledo - 'Quelalegali' (prod. Tynoko)
    (Costa Rica / México)

    A sociedade artística Costa Rica - México que Crypy e Eptos Uno formaram ao longo deste ano em diferentes cifras e colaboradores atingiu seu ponto culminante há um mês quando lançaram Quelalegali, uma faixa para invocar Jah com um refrão mais cativante do que empanando o faso. Torne-o legal, torne-o legal, torne-o legal! –– Juan Carlos Rios

    Perigo - 'Estado de espírito' (prod. Bial Hclap)
    (México)

    Ao som do boomtrap, uma fusão orgânica de hip hop old school com armadilha rústica, Danger nos deu um estado de espírito no meio do ano. Outra colher do remédio do despertar que nos ajuda a compreender a relevância da atitude como uma porta para o sucesso pessoal. O importante não é material, tudo é um estado de espírito. –– Juan Carlos Rios

    Dano e Big Deiv - Copa América 91 (prod. LNS)
    (Argentina / Espanha)

    Os rappers argentinos constroem uma estética underground aqui: drogas, sexo e roubo, como diz Big Deiv. É um assunto cheio de lembranças que ajudam nos dias difíceis, como o primo de Dano que dirigia um Fiat 1 em que fumavam ou quando Maradona tinha a raia loira. –– Santiago Cembrano

    Delfina Dib - Cat (produzida por Juan Grizales e Sebastián Gama)
    (Colômbia)

    Uma viagem entre a certeza e a dúvida que funcionam como fronteiras do amor. Sussurros que se transformam em cânticos altos, assim como Delfina vai e vem. Existem joias Swarovski e couros cranberry. É uma canção de busca, que encontra mais emoção nela do que no resultado. –– Santiago Cembrano

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    Delirium Tremenz - 'Vintage com Nicolai Fella
    (Colômbia)

    Lembrar é viver, e o rap é vivido e lembrado em partes iguais. A primeira experiência sexual, o primeiro contato com a música e o primeiro punho que deu vida são lembrados neste tema, como quem se senta para beber com os amigos e se deixa levar pela saudade. –– Santiago Cembrano

    Dheformer & Cycle - Bugs Bunny
    (Espanha)

    O diabo acabaria rezando se tivesse vivido como eu, cospe o MC andaluz. Pessimista e cínico, Dheformer lambe suas feridas e narra suas cicatrizes enquanto descreve com um olhar clínico a cidade que cai entre as drogas, a indiferença e a masturbação da Virgem Maria. –– Santiago Cembrano

    Pés de Faruz - Bateram
    (México)

    Esta canção ataca o lado pouco explorado de Faruz como um MC capaz de se estabelecer e levantar os pés em uma batida de armadilha, de onde ele também é capaz de cimentar sua reputação como um escritor de rimas inteligentes de dois gumes. Nesse caso, ele cria um exercício quase irônico criticando o trappa sapiens do próprio 808. Seu skrrrt terminou em um crash. –– Juan Carlos Rios

    Flor rap - 'Inmarchitable'
    (Pimenta)

    Muito tempo se passou desde que uma música não me ferrou tão emocionalmente quanto Unmarchitable. Esta é a realidade mais real que você encontrará, ponto final. Uma canção autobiográfica em que o rap mais uma vez funciona como uma válvula de escape para Flor: a mulher, Latina, que - como muitas outras rosas e tulipas - continua a prosperar em meio à lama e à lama da putrefação. –– Juan Carlos Rios

    Frank Lucas - Michelle
    (Venezuela)

    Sensações de um conversível com a praia de um lado e a estrada vazia ao sol. O venezuelano lembra de um antigo amor, e conversa com ela, relembrando o que os separou e os momentos mais bonitos. A dúvida bateu na porta e você a abriu, ele lamenta. –– Santiago Cembrano

    Gegga - Blah (prod. Rial Guawankó)
    (Venezuela)

    Surfando uma linha de baixo dinâmica, o venezuelano explora diferentes temas com seu fluxo líquido. Gegga testa seu status de peso-pesado do rap latino e se prepara para vencer a guerra. Sua cadeira é implacável, como quando critica quem finge ser rua de seu quarto. –– Santiago Cembrano

    Guzman Uve - 'U.F.O.'
    (México)

    A escola de rap do sul do México continua gerando cada vez mais frutas caídas das exuberantes florestas, sendo Guzmán Uve de Galaxia Cero um dos mais frescos para tocar a superfície. U.F.O. caminhada em uma atroz obra instrumental de Mvrvin Be onde o MC de Playa del Carmen flutua como um marciano para nos dar água de uma cachoeira purificadora para beber. –– Juan Carlos Rios

    tem $ lopablito - tm em todo lugar
    (Colômbia)

    O amor surge em lugares inesperados, como em um ônibus Transmilenio lotado que incentiva o contato físico. A sensação infantil da armadilha colombiana narra com humor essa situação, embelezando uma dinâmica que domina muitos a cada dia, como o transporte público. –– Santiago Cembrano

    Huba Watson - Cocorí
    (Costa Rica)

    Um dos OGs do reggae e do hip hop da Costa Rica lançou um álbum que passou despercebido pelos grandes mercados, mas é uma joia: lado B . 'Cocorí' é a décima primeira música e pode ser descrita como uma versão caribenha de 'Double Imagination' de Frank-T. Uma radiografia do racismo que vive uma criança. A CNN de que Chuck D estava falando ainda é forte e saudável. –– Feli Davalos

    Jam Block Jr. - Breathe My Town (prod. Scam)
    (Colômbia)

    Capturar a cidade em versos tem sido uma das grandes contribuições do rap para a música, e Jam Block Jr, de Soacha, dá continuidade a essa tradição. Sob o sol, às vezes nem toma café da manhã, diz ele, enquanto traça uma história do asfalto frio onde o passado não perdoa. –– Santiago Cembrano

    J. J. Pérez - 'Tantos diferentes' com Matiah Chinaski e Franz Mesko
    (Pimenta)

    Um comentário com sabedoria milenar diz no vídeo 'So many different' do YT: 'Quem não gosta não gosta da comida da mãe'. Merda real. Melhor revisão impossível. A estreia do DJ do Mente Sabía Crú, Macaco branco , de onde este tema vem como fractais e colibris, é hip hop experimental longe de classificações que se mantêm por si só. A concentração profunda é o nome do jogo. –– Feli Davalos

    Jonas Sanche - Mgrsq (prod. Loostbeats)
    (Pimenta)

    Os tempos difíceis funcionam como um filtro: mostram quem são os passageiros e quem estará sempre consigo. Agora o rapper chileno está conseguindo, e ele está acompanhado pela mesma equipe que estava ao seu lado quando não havia dinheiro, deram-lhe as costas e o deixaram para morrer. –– Santiago Cembrano

    Lianna - Saber como ir (cut. O Arkeologista)
    (Colômbia)

    Em três minutos, Lianna contempla um relacionamento no qual ela não se encaixa mais; Ele se lembra disso com carinho e respeito, mas o importante é que ele deve se afastar disso. Com empatia e firmeza, canta para si mesma, buscando forças para levantar a voz e se priorizar perante os outros. –– Santiago Cembrano

    Lou Fresco & Darko - 'Hecatombe' (prod. Ríal Guawankó + Tema Drama)
    (Venezuela)

    Como diabos você faz uma música de 7:05 minutos funcionar em 2018? Não há maneira. É impossível. A menos que uma obra-prima do rap latino-americano saia e nos faça parar de ouvir faixas de um minuto e meio por um momento. Não sei quem eles tiveram que sacrificar para dar à luz 'Hecatombe': mas tenho certeza que essas mortes valeram a pena. - Diego urdaneta

    Mabiland - Clube da Luta
    (Colômbia)

    A vida é uma batalha, contra si mesmo e contra os outros. É assim que a cantora de Quibdó coloca: ela se entrega ao travesseiro e ao espelho, traça no chão uma linha que separa quem lhe é fiel das intenções perversas, das ambições vazias e do ódio anônimo copioso. –– Santiago Cembrano

    Malajunta Malandro - 'Soga' (prod. Sneed & Larsen)
    (Argentina)

    O maior poeta que produziu a armadilha feita em espanhol, um mestre das palavras de rua que se prendem a ele como velcro e penugem. Na 'Soga', Malajunta experimenta outra paisagem do genuíno barroco da bebida roxa. –– Feli Davalos

    MC Ari - IV Cats (prod. The Arkeologist)
    (Colômbia)

    Em vez de procurar multidões, o Cartagena se contenta em fazer rap para os habituais, os quatro gatos que o ouvem e o acompanham. Reflita sobre como hip hop e estar bêbado não são a mesma coisa, onde está o verdadeiro rap e a importância de Deus em sua vida acima de tudo. –– Santiago Cembrano

    Metrik Vadder, também conhecido como Playa Mata Fokas, Limbo Lowfi e Gordo Jazz - 'La lleca' (prod. Beastie C)
    (México)

    Sob o pseudônimo de Playa Mata Fokas, Metrik Vader convida Limbo Lowfi e Gordojazz para trocar bares como selos da Panini no La Lleca, também conhecido como Lagunilla Dreams, uma exibição explícita de conversa de rua. Eu sou um bom cristão, muito maconha / um mito na vizinhança como os direitos humanos. Amo a Beastie C na produção e Raccoonin na rubrica. –– Juan Carlos Rios

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    Mime871 - 'Buquê de tuberosa' (prod. Born Bastards)
    (México)

    O bardo do deserto Coahuilense e um dos MCs mais educados do México, divulgou esta primeira prévia do Knuckles EP e continua com uma das sagas mais elegantes e importantes do rap underground mexicano da década atual. Com os bastardos de OG Born para trás, a viagem é a insônia dos deuses para silenciar o monólogo interno. –– Feli Davalos

    Nfx y DJ See All - 'True' (prod. Noise System)
    (Pimenta)

    O império em construção do H do Chile com o raio de esperança para o futuro do verdadeiro rap do verdadeiro rap, e esclarecendo porque a merecida fama do Nfx. Um dos coros que mais ressoou comigo este ano está na quarta edição de Demasiao & apos; rap , um dos dois EPs Nfx lançados este ano. –– Feli Davalos

    Niña Dioz - Wobbles com Lido Pimienta e Ceci Bastida (prod. Capitão Planeta e Futura)
    (México / Estados Unidos / Colômbia)

    Sendo uma das primeiras femcees a emergir do rap em sua configuração mexicana há mais de uma década, e ao se declarar abertamente gay em 2017, Niña Dioz passou os anos sendo alvo de ondas e ondas de ódio que ela desencadeou com o boom e o bap. como uma válvula de pressão. Isso é Stagger, uma lição para viver livre de amarras e críticas tendo a fé como base. –– Juan Carlos Rios

    Clã sem regras - NRS na área (prod. DJH & Vic Deal)
    (Colômbia)

    A versão mais caratê do rap colombiano. Bar após bar, Sison Beats e Anyone / Cualkiera quebram o hiato de sua equipe e examinam a cena: alguns saíram, eles permaneceram com seu estilo rígido e intransigente. Eles são os mesmos fazendo a mesma coisa: rap clássico de alto nível. –– Santiago Cembrano

    OCEÁNICA (Elio Toffana & Lou Fresco) - Invisível (prod. Dano)
    (Espanha / Venezuela / Argentina)

    Elio Toffana e Lil Supa discutem sobre um conceito etéreo sem nome, que não compra o dinheiro ou a sensação de liberdade após um golpe. Essa qualidade abstrata se estende por toda a música, deixando-nos refletindo sobre o que buscamos ou queremos. –– Santiago Cembrano

    Juan original - 'Número Juan' (prod. AvenRec)
    (República Dominicana / Venezuela / México / Espanha)

    Desperdício de talento e estilo por um dos OGs deste. Não há nada de complicado nesse bairro negro que fuma todos os dias: graciosamente corre e brilha. Lembre-se que vem de baixo e traz de volta os anos 90, além de ter o respeito da sua vizinhança. –– Santiago Cembrano

    escrevendo ensaios por dinheiro

    Pablo Chill-E - 'Singapura' com Yung Beef (prod. Young Xander & El Ambidieztro)
    (Chile / Espanha)

    Isso provavelmente é muito a dizer, mas Cingapura pode ser o feito definitivo do ano. Dois nomes próprios que marcaram 2018: Pablito do Chile representando o ShisiGang fazendo um haltere com seu homólogo espanhol do PxxrGvng em uma canção onde colocam todas as referências asiáticas possíveis –sem nada e com todo o significado– em uma wok armadilha crua. –– Juan Carlos Rios

    Pedro LaDroga - Foll_arte
    (Espanha)

    & # x1F4C2; LaDrogaLab
    └ & # x1F4C1; Música
    └ & # x1F4C1; Pedro La Droga
    └ & # x1F4C1; DRWNTSN32.exe
    └ & # x1F4C1; Músicas ruins
    └⚠️ Esta pasta está vazia
    └ & # x1F4C1; Vírus infecciosos para repetir
    └ & # x1F4C1; Culto à estética na relação sexual
    └ Foll_arte.mp3 –– Juan Carlos Rios

    Noites de plasma (Dardd x Kenghis) - ouro (prod. Aku)
    (México)

    sim Blade Runner , Akira Y Dirigir formou um híbrido cinematográfico, Plasma Nights seria uma parte essencial de sua trilha sonora. Gold é a carta de intenções mais clara de Dardd, Kenghis e Aku, uma trinca regional que transformou o diálogo com a armadilha para mergulhar em outras dimensões sônicas onde a noite e a matéria digital namoraram com a garagem do Reino Unido. –– Juan Carlos Rios

    Phyzh Eye - Procurando o caminho
    (México)

    O conceito geral por trás do terceiro álbum solo de Abraham Sabino é simplesmente retratado nesses três minutos de rimas como um grupo de autoajuda que o mantém lutando. Os instrumentos soltos auxiliam na tarefa de tirar os sapatos, colocar fogo na bacia e sair para a merda do dia a dia na manhã seguinte. Juan Carlos Rios

    Rap Bang Club - Passaporte
    (Colômbia)

    A percussão por si só te convida a sacudir cada centímetro de carne que cabe no corpo, e assim que os fluxos elásticos de Karin B e Pezkatore entrarem a festa estará armada. O passaporte serve para abrir fronteiras, e a música do Rap Bang Club para abrir possibilidades no rap local. –– Santiago Cembrano

    Rebeca Lane - 'Obsidian'
    (Guatemala)

    Como tema de abertura do LP, Obsidiana faz todo o sentido ao mostrar uma visão geral cuidadosa do que está por vir nos próximos 25 minutos. Um vulcão guatemalteco cantando para seus guerreiros. Ideais do feminismo contemporâneo andando sobre marimbas e bongôs que são interrompidos pela armadilha e o aumento da intensidade do discurso. –– Juan Carlos Rios

    Rels B - Bons genes com DELLAFUENTE (prod. Itchy & Buco, Antonio Narvaez)
    (Espanha)

    Percussão com sabor de armadilha e notas de guitarra são a tapeçaria desta balada urbana. Além da mensagem, é para se sentir bem, comemorar aqueles ciganos com bons genes que podem estar por aí. Mais um exemplo do ouvido de Rels B para forjar sucessos disco que soam como ele. –– Santiago Cembrano

    Robot - chamadas perdidas (prod. 6ixxx)
    (México)

    Embora seu agito já esteja funcionando há vários anos, foi em 2018 que Robot conseguiu colocar seu boné e bata com Chocolate Branco, seu segundo LP em forma, do qual deriva Chamadas Perdidas, uma entrega muito melosa com seu toque de alma funky para sonhar dirigindo o conversível ao longo da costa. Dr. Gonzo é uma merda. –– Juan Carlos Rios

    Sabino - 'Já quero ver o que isso me excita' (prod. Maxo e Maestro Alex)
    (México)

    Esse rapper de Guadalajara não precisa estar em listas como essa para confirmar seu sucesso. Mas ele a homenageia com a faixa mais curta das 60 incluídas. O tema é original e segue a máxima de tratar um tema universal de forma atualizada, uma das principais contribuições do hip hop para a nossa sociedade. Em sua saga romântica de 2018, este tema e ' Já abaixado 'são tópicos que os sociólogos do século XXII vão estudar para compreender o nosso tempo. –– Feli Davalos

    Sison Beats / Nemesis - 'High Lights' com N. Hardem (prod. AvenRec)
    (Colômbia)

    Com códigos que fazem referência a Cypres Hill e Heltah Skeltah e uma entrega suave em sintonia com a batida, o do No Rules descreve sua personalidade e seus gostos. Por um lado, foi criado na estrita escola de rap; de outro, sonha com grandes luzes, vencendo e se divertindo à sua maneira. –– Santiago Cembrano

    Simpson Ahuevo e Alemán - 'Corre'
    (México)

    No México, a polícia não nos defende, eles nos acusam, diz o início do vídeo Corre, uma adaptação atual e regional do que era Cop Killer ou Fuck Tha Police na época. Os dois expoentes do rap del Noro nos lembram que o abuso policial não conhece lugar ou hora em um hino para todos os placos arbitrariamente bloqueados pela força do sistema. –– Juan Carlos Rios

    Sousa e Álvaro Díaz - OK
    (Porto Rico)

    Após o lançamento, de onde você veio? No verão, Alvarito e Sousa juntaram-se novamente em setembro com OK, uma faixa onde as qualidades de Fokin 'Díaz como letrista e cantor se condensam claramente: frescura, graça e estilo da Ilha, este já é um dos temas de referência da armadilha em espanhol? Mmmmmmmmmmm ok. –– Juan Carlos Rios

    Problemas de Spvce - 'Chinchila' com Fran
    (México)

    Inspirado no filme Frank –aquele de Michael Fassbender usando uma cabeça gigante de papel machê–, os Spvce Problems reacendem o foguete para afirmar sua proposta como um dos encarregados de tirar o hip hop mexicano da caixa, usando sintetizadores oníricos e uma bateria eletrônica difusa para enviar a viagem a outra galáxia. –– Juan Carlos Rios

    Sr Pablo - Trigo com Luis7Lunes (prod. Thomas Parr)
    (Colômbia)

    Um sujeito cheio de fome e ambição, buscando um campo onde semear e depois colher o trigo; o trigo é um telhado, um canto apropriado para superar o que foi conquistado, para viver para o seu. Rap em movimento para quem luta diariamente para cumprir o que se prometeu. –– Santiago Cembrano

    T&K - R.A.P. (prod. LaTorreDelMilenio)
    (Argentina)

    Nos pianos agudos, o argentino explica o que deu ao rap e o que recebeu em troca. Ciente de seus sacrifícios e do alívio que o rap proporciona, nele se reafirma. Me trouxe coisas e felicidade em prestações (...) Me trouxe respeito, mesmo com o sapato quebrado, diz ele. –– Santiago Cembrano

    Tek One - 'Calle' C '' (Pa Residente Calle 13)
    (Porto Rico)

    Em uma das decisões mais polêmicas que tomei em minha vida, coloquei René na primeira caixa deesta lista. Eu tenho meus motivos, mas eles me fizeram saber praticamente todos os dias a decisão errada. O Tek One até agora colocou sobre a mesa o único argumento poderoso contra o qual muitos consideram, não o melhor rapper da América Latina, mas o melhor imitador. ¯ _ (ツ) _ / ¯. De qualquer forma, 'Calle & apos; C & apos;' É uma palestra sobre como fazer rap no máximo, cortesia de um hip hop porto-riquenho OG, e acrescenta a uma discussão que não terminará tão cedo. –– Feli Davalos

    não faça um hit

    Thomas Parr - Zizou
    (Colômbia)

    Armadilha depressiva ou como Thomas é definido, dor audível. Cada linha perfura e os pianos de fundo criam uma atmosfera sombria. Como quem viu tudo na vida e na morte, o MC de Medellín afirma que uma linha nunca será grande demais para ele: ele já tem o universo em palavras. –– Santiago Cembrano

    TSH Sudaca - Sudacream (prod. O Arkeologo)
    (Colômbia)

    Fazer a música custar e consumi-la as pessoas têm que pagar. Assim como ninguém entra em um restaurante esperando comer de graça, TSH –– com um novo delivery–– faz um apelo para respeitar a música e valorizá-la, até mesmo financeiramente, para que eleve o nível de toda a cena. –– Santiago Cembrano

    Tino El Pingüino - Quando você pensa em mim '(prod. Mezcalibur)
    (México)

    Franco Genel não costuma cantar canções expressamente sentimentais e românticas, mas quando o faz, o faz melhor e de uma forma mais especial do que qualquer outro. Há parte de seus clássicos: Midori, Far e Assimetria de acordo com Cardin, onde já podemos adicionar When You Think About Me, que continua a explorar a capacidade intrínseca de Tino de injetar mel direto no nervo. –– Juan Carlos Rios

    Yoga Fire - Ctrl (prod. Trillhouse)
    (México)

    Conhecida por ser a faixa que inaugurou as hostilidades entre Homegrown e Never Die –– mais por ser uma pomba com uma mensagem incompleta do que qualquer outra coisa–, Ctrl é um olhar no espelho retrovisor de onde Yoga olha seus sucessos e tropeça para pousar no presente, onde já está claro que uma das loqueras mais relevantes do centro está em seu ziploc. –– Juan Carlos Rios

    ZetaZeta - Fora de alcance
    (Colômbia)

    Com a paz que os anos proporcionam e colhendo o que foi semeado, Ziro inicia uma nova etapa. Em uma batida lenta que lembra um filme de cowboy, ele se lembra de quando o viu preto e se afasta dos arranhões e problemas anteriores. Com um fluxo inovador, ele declara seu grupo como o maior número de rappas. –– Santiago Cembrano

    ***

    Para curtir essas músicas, fizemos uma playlist com as do Spotify. Ouça abaixo:

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